Maconha: de vilã a heroína
Conhecida há 5 mil anos por seu uso medicinal e religioso, a maconha sempre foi uma droga divisora de opiniões. Se, por um lado, há quem diga que ela é responsável pela entrada no mundo das drogas, outros já discordam e alegam seus variados efeitos benéficos para a saúde. O fato é que a maconha gera controvérsias, seja por falta de estudos, que só recentemente vêm sendo realizados mais afundos, ou pela própria ignorância de toda a população que ainda preferir vê-la com olhos tortos.
Apesar de ilícita na maioria das nações, a maconha é a droga mais popular entre os jovens. Alguns países, no entanto, já legalizaram o uso com algumas restrições. Na Holanda, por exemplo, seu uso é legalizado nos bares específicos para o consumo e a compra por pessoa é limitada. Em algum estados dos Estados Unidos, no Canadá, o consumo é permitido para fins medicinais, especialmente para pacientes de quimioterapia, uma vez que o tetrahidrocannabinol - THC (princípio ativo da erva responsável pelos efeitos) ajuda a aliviar a dor que o tratamento causa, além de quem sofre de perda de apetite. Nesses dois países, o usuário recebe sementes para plantar e consumir. Já na Suiça e outros países europeus, seu uso é descriminalizado, ou seja, não é permitido que você saia fumando um baseado no meio da rua, mas, caso o faça, não será punido. Na Jamaica, apesar de poucos saberem, seu uso é ilegal. Mas como o a religão Rastafari a tem como erva sagrada, é tolerada. Por isso, não é tão comum ver pessoas fumando no meio da rua na ilha.
O consumo restrito talvez seja a forma mais correta de tolerar qualquer tipo de droga, incluindo o tabaco e o álcool - responsáveis por mais de meio milhão de mortes anuais nos EUA.
Outro ponto que gera muita discussão nessa questão, é se a maconha vicia ou não. Em recentes estudos realizados, foi comprovado que as chances de alguém se tornar alcoólatra é maior do que viciado na erva. O caso do tabaco, portanto, dispensa comentário. A maconha, por si só, pode gerar um vício psicológico - aquele que o usuário sente vontade, mas consegue se controlar. Além disso, a afirmação de que a erva é a porta de entrada para outras drogas não é válida. O que costuma acontecer é que, por seu ilegal, a maconha é encontrada apenas por meio de tráfico, que, por sua vez, é associado não apenas à ela, mas também às outras drogas, como cocaína e crack. Daí a facilidade de experimentar outras drogas. No entanto, isso varia de pessoa para pessoa. Quem quer, acha!
Dentre as diversas drogas existentes - incluindo aí o álcool e tabaco- , a maconha é a que causa menos danos aos seus usuários. Os efeitos que a droga causa podem variar de acordo com cada um. Mas, em geral diminuição nos sentidos, perda de noção do tempo, aumento da concentração em alguns casos, além do aumento do apetite- conhecido como "larica" são os mais comuns. Mesmo assim, nunca é demais tomar as devidas precauções. Ser menos causadora de danos não significa que ela não faz mal algum. A fumaça contida nos baseados - cigarros de maconha - contém substâncias cancerígenas, principalmente por não ter nenhum filtro por onde se possa tragar, além de danificar os pulmões e a voz dos usuários.
No Brasil, a maconha normalmente é encontrada "prensada" (vide foto) e misturada com substâncias químicas para que possa render mais dinheiro aos traficantes. Em outros países, entretanto, ela pode ser encontrada na forma "natural" e de várias espécies, inclusive as que são produzidas em laboratórios e que contêm maior poder de efeito - as híbridas. Por ser fácil de se cultivar, a erva é encontrada em todo o mundo e, além de maconha, é chamada de bhang, sensimilla, haxixe, erva, cannabis, entre outros.

Três tijolinhos de maconha prensada e um baseado em cima
Escrito por Cyborg L² S2 às 03h10
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