A farsa do Código da Vinci

Após muito alvoroço em torno do lançamento do filme, semana passada finalmente chegou ao Brasil O Código da Vinci, baseado no livro homônimo de Dan Brown. Este último muito bom, por sinal! Digo este último, porque hoje resolvi ir ao cinema assisti-lo e, pra minha surpresa, assim como para a da maioria também, percebi que deixou muito a desejar em relação ao livro. Todo o clima de suspense e dúvida, ora presente durante a leitura, deu lugar a uma certeza de que a história nada mais é  do que apenas um suspense vago e sem fundamentos, além de ser muito complexo para os que ainda não passaram o tempo nas mais de 200 páginas (acho que é isso mesmo).

No entanto, não foi tempo perdido. O filme não deixa de ser legal, nem nada. O problema é que esperava-se muito para uma história que gerou tamanha polêmica por todo o mundo. E continua gerando, já que a igreja, além de ter feito de tudo para proibir (ou pelo menos atrasar a estréia) sua exibição, continua contradizendo o autor.

O assunto que, sem dúvida, gera mais discussão, é se o

que Dan Brown escreveu é verdade, e até que ponto. As críticas à posição da igreja perante Jesus Cristo, Maria Madalena, além das posições que algumas instituições a ela ligada tomam, são os assuntos protagonizantes. Mas, na minha opinião, nem tudo é verdadeiro. Claro que, sem dúvida, há alguma verdade no conteúdo, principalmente no que diz respeito ao paganismo. Porque já estudei um pouco (mas bem pouco mesmo) sobre este tema e vi toda a sua filosofia. Além disso, concordo com a hipocrisia católica abrangida. Mas, acredito que houve muita exarcebação nos pontos de vista do autor. Não sei se ele é ateu ou apenas contrário à igreja (aliás, eu me encaixo neste último caso), só que servir de catalizador para supostas mentiras ou verdades, da forma com que o livro serviu, não é a melhor forma de informas às pessoas. Ora, suposições sempre existem, e, pra mim, elas devem ser evitadas em qualquer ocasião. Ou é 8 ou 80.

Se, pelo menos, no livro constasse que a história não passa de um suspense inocente, tudo bem. Agora, deixar no ar esta dúvida, não concordo. As pessoas gostam mesmo é de procurar agulha no palheiro. O autor, então...

Moral da história: Não deixe de ler o livro nem assistir ao filme, mas o fato é que pelo segundo a gente pode não a mesma "pregação" do livro. Em outras palavras, o livro é mais interessante e duvidoso.

 



Escrito por Cyborg L² S2 às 01h11
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